A internet tornou-se facilitadora da vida de muita gente, a fazer também com que muita gente passe a maior parte a viver conectado e não sei até que ponto eu acho isso bom. No meu caso o facto que no momento não trabalho e nem consigo arranjar, tento me distrair, encontrar alguma diversão, leio algumas notas na internet, comunico-me com os amigos, principalmente no Facebook, na internet também posso correr um daqueles riscos (bom ou mau) que também posso correr no dia que saio para a rua: me apaixonar. E, não que os heteros não o vivam, vejo que nós gays somos talvez por constante carência facilmente atraídos por essa forma de “amor”. Um namoro virtual pode mesmo sair do monitor ao “felizes para sempre”?
Conheço uma pessoa que me é muito querido e grande amigo que vive um grande verdadeiro filme romântico por conta da conexão que, no caso dele, foi além de meras tecladas ou visualizações na webcam.
Todos nós precisamos de muita coragem para encarar esse tipo de amor carregado de frustrações, ambas as partes precisamos de muita força para dar um ao outro nos momentos de “crise de pessimismo” que sempre aparece nos melhores corações amedrontados pelo amor. Enfrentar a distãncia e aprender a conviver com isso é muito penoso. Sem contar o factor confiança e auto-confiança que tem de ser levado a sério e ambos precisamos estar intactos. Claro, namoro de longa distância não é para os fracos.
E é claro existem os factores negativos, todos sabemos que toda a moeda tem dois lados. Temos a parte da recompensa pela espera, a hora da viagem, de conhecer um lugar novo, um mundo novo, com vidas novas, e enfim termos aquele momento de glamour com o par romântico do filme da vida. Talvez eu esteja fantasiando demais e não sei exactamente como essa sensação é. Há ainda o factor de poder relaxar com a pressão habitual de um casal de se ver sempre e acabar de cair na rotina do dia-a-dia, e poder dar mais asas à imaginação, ter mais fantasias no relacionamento sadio ou não ele sempre acaba ajudando, mas para tudo isso precisamos de muita maturidade e a coragem de nos entregarmos sem medo.
Agora, para sermos um casal moderno desse nível precisamos pelo menos termos mente aberta e também muita paixão para pelo menos ousarmos tentar a aventura. A mim já aconteceu mais ou menos que quase me enlouqueceu, pois fazia promessas que eu sabia que não iria cumpri-las. Agora não sei concluir se as tecladas amorosas, além de aventuras sentimentais, podem mesmo chegar ao tão sonhado “felizes para sempre”, mas sei também que tudo é válido para aprendermos com a vida.


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