Olá pessoal, volto aqui totalmente amargurado e com uma dor no peito que só o tempo irá cicatrizar. Quem pensou que o destino escreveu uma nova história feliz pra minha vida se enganou, pois ele veio certo para torna-me o ser mais arruinado do planeta terra.
No conto anterior contei a drástica punhalada que o meu melhor amigo (Talles) e o amor da minha vida (David) me deram. Por conta do “bolo” que Talles levou de um “boyzinho” que dizia ele que o amava, Talles e o meu ex David me deixaram plantado na balada e foram não sei pra onde saciar os seus desejos (obviamente David levou Talles pra sua casa). Analisei que embaixo do meu nariz e provavelmente na minha casa; no quarto; na minha cama eles transavam, quando várias vezes deixei-os sozinhos. Eu confiava “né” e nem passava pela minha cabeça que eles teriam a ousadia de aprontar uma terrível traição comigo. Relatei também que antecipei minhas férias que seriam em novembro para setembro, e viajei para a chácara da minha vó no interior de Pernambuco. A um quilometro da chácara fica uma enorme barragem de propriedade da companhia pernambucana de saneamento e água (COMPESA), onde conheci o “maravilhoso” e aventureiro Walisson (daqui a pouco vocês vão saber o porquê de colocar maravilhoso entre aspas).
Desde domingo, dia 09 de dezembro de 2012 que Walisson ligou pra mim depois de dois meses que não nos víamos, nossos papos foram diariamente e a qualquer hora do dia, através da web câm e o celular. Ficou marcado para o dia 22 de dezembro ele vim para o Recife e só ir embora dia 25 ou 26, dependendo do seu trabalho.
Antes disso, minha rotina foi normal, desde a maldita traição eu não vejo Talles e David (e nem quero ver, que eles se lasquem no quinto dos infernos). Minha mãe e a de Talles perguntavam por que estávamos tão afastados, eu inventava uma história louca mais não contava o motivo. Com certeza elas não aprovariam (e não aprovaram quando as contei daqui a pouco).
Eu não estava apaixonado por Walisson, mas o desejava e confiava que ele seria a minha nova cara metade e quem sabe me faria mais realizado do que David, isso só o tempo diria.
O sábado (22) chegou. Às 13h30min peguei minha moto e sair de casa com destino à rodoviária (TIP). Quando cheguei lá era 14h15m, marquei com Walisson na praça de alimentação em frente ao BOB’S. Enquanto o aguardava resolvi tomar um milkshake sabor napolitano. Ao mesmo tempo em que eu bebericava, observa ao meu redor, neste dia o movimento do TIP estava redobrado; muitos turistas vieram passar as festas de fim de ano nas belas praias do grande Recife.
Parei minha atenção ao BOB’S, os funcionários trabalhavam feitos loucos por conta da enorme demanda. Reparei que no caixa havia um rapaz que lembrava muito David, fiquei o fitando, quando de repente ele percebeu, aí virei o rosto rapidamente e não o olhei mais. Aproximadamente quarenta minutos depois meu celular tocou: Walisson avisando que já desembarcou e caminhava em direção à praça. Não demorou muito e eu o avistei, ele estava um deus grego: de mochila nas costas e com uma camisa polo verde da LACOSTE, calça jeans tipo skin, os cabelos arrepiados e para dar mais vigor a seu jeito de homem safado; um cavanhaque bem feito e desenhado. Confesso que meu “pau” deu uma mexidinha dentro da cueca, Walisson estava gostoso demais.
Assim que ele se aproximou, levantei-me da mesa e o abracei, a vontade foi de lhe dar um beijo no meio de todo mundo, mas me controlei.
Walisson sussurrou no meu ouvido: - Que saudade meu amor de está perto de você e sentir esse cheiro que me dá tanto “tesão”, meu “pau” tá ficando duro.
Ciciei: - Para com isso Walisson “caralho” deixa pra quando chegarmos em casa, se não eu vou ficar excitado aqui e não vai prestar.
Desgarramo-nos e ele se sentou até seu “pau” amolecer. Meu “pau” não ficou duro, mas me sentei, pois algumas pessoas olharam desconfiadas para nós, por causa de Walisson sentar repentinamente e eu ficar em pé olhando pra ele e para os lados como um idiota. Assim que a situação normalizou, seguimos para o estacionamento, liguei a moto, ele subiu na garupa e fomos direto para o meu apartamento.
No caminho, eu fiquei excitado, pois Walisson ficou bem colado atrás de mim e eu sentia o seu “pau” completamente duro. Mesmo assim me concentrei na direção e por sorte não houve nenhum acidente (risos).
Assim que cheguei ao edifício, o porteiro abriu o portão, me desejou boa noite e eu entrei com tudo dentro da garagem para que ele não desconfiasse da maneira tão voluptuosa que estávamos.
Entramos rapidamente no elevador, felizmente não havia ninguém pra subir, eu moro no décimo quarto andar.
Eu e Walisson mal conversamos, estávamos inundados de desejos, assim que a porta do elevador fechou nos beijamos vorazmente. Ele apertou a minha bunda com vontade, enquanto eu segurava a sua nuca e alisava seus braços e o rosto. Tiramos um sarro muito gostoso, quase que esquecemos que estávamos no elevador e já iríamos tirar nossas roupas, ficamos cegos de excitação.
No oitavo andar o elevador parou, rapidamente pegamos os capacetes que estava no chão e colocamos na frente de nossos “paus” que estavam duríssimos, por pouco não gozamos no sarro de “pau” com “pau” se esfregando. A porta do elevador abriu e uma senhora segurando uma menina pelo braço entrou e apertou o botão térreo. Odiei! Estava tão bom o sarro, juntou tudo: o nosso “tesão” com o medo de ser flagrado por alguém. Mas sabe como é né: tudo oque é proibido e perigoso, é mais gostoso (risos). Pois é, o elevador nos levou até o décimo quarto andar com aquela senhora nos olhando desconfiada enquanto a menina falava sozinha com a boneca, fala sério que monotonia, eu e Walisson broxamos na hora.
Trinta segundos depois chegamos ao décimo quarto andar, onde fica meu “humilde apê” (risos) e caminhamos rapidamente para o mesmo. Aliviados que não teria agora ninguém e nada para atrapalhar nossa fome de “trepar”.
Abrir a porta, entrei e Walisson me acompanhou, colocamos os capacetes numa mesinha próxima a porta e fomos pendendo para o meu quarto, fui na frente tirando a camisa e Walisson atrás agarrado a minha cintura chupando o meu pescoço. Joguei-me na cama, Walisson tirou a roupa rapidamente, enquanto eu o puxava para cima da cama, beijando-o loucamente. Como as coisas estavam correndo ligeiramente por conta da nossa fome de “foder”, não deu nem um minuto e Walisson já estava nuzinho, com o seu “pau” grosso e depilado sinalizando para ser chupado, ele ficou em pé e eu de joelhos na cama cair de boca no “rolão”, botei tudinho pra dentro, sentindo o cabeção no pinguelo da garganta. Enquanto eu chupava, massageava seus “cunhões” e apertava com vontade a sua bunda, ele gemia e dizia:
- Chupa tudo vai... Uh!Vai “caralho”, engole a anaconda que é todinha sua... Isso garoto... Uh! Uh! Uh!
Eu nunca dei uma chupada tão intensa e gostosa como essa, eu chupei com tanta vontade e “tesão” que quando eu e a chupar os seus “cunhões” a vontade era de colocar tudo na boca de uma vez só. Walisson não aguentou a forte pressão, e gozou na minha boca, muita “porra” desceu de goela a baixo. Depois ele me empurrou na cama, caiu sobre mim e me beijou.
Mas não acabou. Eu ainda estava tonto de excitação, e o meu “pau” comprido e fino precisava ser enfincado, a cabecinha coçava doidinha pra “foder” sem parar.
Peguei um lubrificante no criado mudo e passei carinhosamente com o dedo no “cú” de Walisson que estava de quatro pra mim, depois passei no meu “pau” e aos poucos fui enfiando. Seu “cú” é apertadinho por isso à penetração tem que ser cautelosa para não machuca-lo. Mas depois ele se acostumou e um bate estaca frenética iniciou-se naquele momento, deixando meus “cunhões” espremidos na sua bunda durinha e macia.
Walisson gemia e eu também, mudamos de posição: Ele ficou de frente pra mim com as pernas apoiadas no meu ombro, ao mesmo tempo em que eu o “fodia” masturbava-o também. Nossa respiração era alta, e por conta de chegarmos loucos pra transar, não deu tempo de ligar o ar condicionado, e suamos pra caramba em um calor imenso. Mas não demos importância, não iriamos deixar de saciar nossos desejos para ligar um ar condicionado.
Não tirei o meu “pau” do seu “cú” em nenhum minuto, exceto na mudança de posição. Caraca velho, Walisson estava literalmente saboroso, enquanto eu metia, ele sorria para mim, pedindo para que eu o beijasse, imediatamente eu atendia o seu pedido, sem deixar de apertar seus peitos e deslizar minha mão em sua barriga. Ele me alisava, e sua voz grossa expelia gemidos que me deixava ainda mais excitado... Que por via das dúvidas não suportei, e tirei rapidamente o meu “pau” do seu “cú” e soltei um jato de gala em cima de seu tanquinho, vendo aquilo ele começou a se masturbar e soltou muita “porra” pro alto feito um chafariz.
Após saciarmos essa excitação acumulada em nós, fomos para o banheiro e tomamos banho juntos. Sarramos muito com nossos “paus” duros, mas não transamos. Walisson apertou com desejo a minha bunda e disse:
- Se prepare mais tarde esse “cuzinho” será todo meu, vou te “foder” gostoso do mesmo jeito que você me “fodeu”.
Ele falou isso e me beijou com uma pegada de cafajeste.
Olhei no relógio, já eram 20h17min e a fome bateu em nós. Fomos para a cozinha prepara um rango, estávamos bastante à vontade; só de bermuda e sandália.
Enquanto comíamos, conversávamos sobre tudo, às 23h00m nos jogamos no sofá e assistimos o filme “Do começo ao fim” agarradinhos. Walisson ficou estupefato com a belíssima história, e disse que nunca assistiu um filme de amor gay, principalmente produzido no Brasil.
Por volta das 02:00hs da madrugada, seguimos para o quarto. Walisson ficou só de cueca e eu também, depois de muitos beijos e carinhos ele foi me virando aos poucos, pegou o lubrificante, passou no meu “cú” e penetrou seu “pau” roliço. Percebi que desde que tomamos banho juntos, ele acariciava a minha bunda doidinho pra comê-la. E comeu gostoso, devagar, me proporcionando conforto e prazer. Parecia que eu estava sendo tocado pela primeira vez. Enquanto ele oscilava no meu traseiro; beijava a minha nunca; arrulhava no meu ouvido, dizendo que seu amor sou eu, e para sempre seremos um do outro (por pouco acreditei, notei que ele estava sendo romântico demais para um hétero que se apaixonou por um homem. Mas vamos prosseguir para que vocês possam analisar a farsa e forma suas próprias opiniões).
Acordamos às 11h00m, tomamos um banho (sem ser juntos) e fomos dar uma volta na praia. Paramos em um quiosque, e tomamos umas cervejinhas acompanhadas de petisco. Às 16h00m voltamos para o meu apartamento, já estávamos um pouco balançados e para ficarmos bêbados completamente, enchemos a cara de rum com coca. Sabe “né”? Depois de tomar todas vem logo o “tesão” e foi isso oque aconteceu: nós dois muito loucos, transamos na sala mesmo. Ambos se comeram (risos). Dormimos ali mesmo, encharcados de álcool e melados de esperma. Só acordamos na segunda-feira (24) por volta das 09h00m, famintos e com uma dor de cabeça imensa, parecia até que no dia anterior teríamos ido para a balada. Tomamos banho (separados), engolimos um remédio para dor de cabeça, descansamos um pouco para que a pílula fizesse efeito e fomos para o SHOPPING RIO MAR. Almoçamos lá e compramos nossos presentes: dei a Walisson uma linda jaqueta de couro maciço da FORUM e ele me presenteou com uma camisa e um cinto da COLCCI. Adorei e ele também, foi uma tarde de natal maravilhosa, diferente das que eu estava acostumado vivenciar nos anos anteriores.
Até as 21h00m do dia 24, o amor reinava entre mim e Walisson, quando...
Fomos para o edifício da minha família em Boa Viagem, onde moram os meus pais e toda a minha raça (risos). Como é comum desde que nasci, todos se reúnem no salão de festa para a ceia de natal. Meu pai e meu tio se vestem de papai Noel, isso tinha muito significado pra mim até os doze anos, hoje em dia eu acho ridículo. Mas os meus primos e o meu sobrinho adoram.
Assim que cheguei falei com todos e apresentei Walisson; lembrando que neste circulo só meus pais e meus irmãos sabem de mim. Minha irmã tem 29 anos, é casada com um advogado (chato pra “caralho”) e os dois possuem dois filhos (Teógenes de 4 aninhos e Thierry de 9 meses). Ela me respeita numa boa, mas não gosta de está conversando comigo sobre o assunto, resumindo: ela não aceita o homossexualismo. Apresentei Walisson e ela falou com ele rispidamente. Já o meu cunhado, saiu de perto dela para não falar comigo e com Walisson, ele se acha o superior, coitado, feio que dá dó (risos). Bem, vamos deixar essas “carniças” pra trás e prosseguir com a história.
Meu irmão é o caçula, tem 21 anos, e nos damos muito bem, não existe segredo entre nós. Ele ficou com muita raiva do que David e Talles fizeram comigo e disse que se cruzasse com eles daria umas porradas para eles deixarem de ser safados. Ele não curte, porque não sente atração por homens, mas aceita numa boa e odeia a nossa irmã e o “bundão” do marido dela. Apresentei Walisson e eles conversaram por um tempão. Enquanto eles trocavam uma ideia, fui cumprimentar a mãe de Talles (Dona Rute) que acabava de chegar com seu marido Marcos.
Falei com os dois, depois Seu Marcos foi falar com meu pai e meu tio, enquanto Dona Rute, eu e minha mãe ficamos conversando. Sabe “né”? Era certo que elas iriam tocar no assunto Talles, e foi oque aconteceu.
- Você não quis ir para Ipojuca com o seu companheiro e Talles? – Dona Rute perguntou inocentemente.
Uma amargura tomou conta de mim, respirei fundo e abrir o jogo:
- Eu não estou mais com ele Dona Rute, porque o seu filho o tomou de mim. – Falei friamente tentando controlar meu ódio de saber que os dois viajaram juntos, provavelmente no maior amor (rosnados).
- Sério? – Ela se espantou e minha mãe também, mas não falou nada. – Como o Talles teve coragem de fazer isso com o melhor amigo? Quando foi isso?
- Em agosto. – Exasperei.
- Tanto tempo. Por que você não me contou Jackson?Essa maldade não se faz nem com um estranho, principalmente com uma pessoa que é praticamente da família... – Ela se virou pra minha mãe e disse aborrecida. – Tô aqui Rosa sem acreditar nessa barbaridade... Ah! Quando aquele “cabra safado” do Talles chegar de viagem, eu vou conversar com ele... – Ela fez muxoxo.
- Você poderia ter falado isso pra mim Jackson, agora entendi por que você quis ir passar um mês na casa de mamãe. – Falou minha mãe seriamente.
Como eu tinha comentado no início, elas não acharam nada engraçado da atitude de Talles. Depois desses espantos, contei como foi e me sentir ao passar por esse drama.
Aproximadamente uma hora de conversa, deixei-as e fui à procura de Walisson que se deu super bem com meu irmão. Eles estavam no jardim do edifício juntamente com uns amigos de faculdade do meu irmão (Bruno, Henrique, Saulo, Jeferson e Iago). Todos bonitos e musculosos. Esses caras não sabem e nem desconfia de mim, eles são homofóbicos. Uma vez meu irmão me contou que na volta da balada, eles meteram o cassete num casal de rapazes que se beijavam em uma esquina. Eles odeiam gays e estão ameaçando em bater num garoto efeminado da faculdade.
Chamei Walisson discretamente para um lugar afastado e contei sobre eles, sugerindo para que mantersêmos total discrição. Voltamos para o grupo, o loiro chamado Saulo falou: - Poxa velho, aqui tá miado demais, vamos pra festa do edifício de Bruno, lá tá muito massa, música eletrônica e várias “nêgas”.
- É mesmo, vamos? – Chamou Bruno.
Isso era verdade, a confraternização da minha família estava sem graça, muito “família” (risos). Então eu, Walisson, meu irmão e os caras fomos no carro de Henrique para o edifício de Bruno.
Eu nunca tinha ido ao edifício de Bruno que fica na orla de Boa Viagem. No portão já se escutava a badalação que reinava no salão de festa. Entramos e conhecemos outras pessoas; muitas gatas e gatos entojados, mimados e exibidos. Não fui com a cara de nenhum, mas agir na maior falsidade. Walisson se deu bem com todo mundo, e entrosou no meio da galera com meu irmão um pouco longe de mim. Comecei a beber, dançar e curtir. Uma garota muito linda e gostosa se chegou aos poucos sensualmente pra perto de mim, quando ela e a me beijar, sussurrei em seu ouvido que eu era comprometido, e me sair. De repente meu irmão me puxou para o banheiro, ele queria falar alguma coisa.
- Olha maninho se liga naquele cara que você está com ele. – Ele disse seriamente.
- Oque foi que ele fez? – Indaguei.
- Ele tá no maior amasso lá perto da piscina com a Perla. Ela dar fácil, já a comi umas dez vezes.
Meu semblante mudou na hora, eu disse á ele pra sermos discreto não se agarrar com uma “piriguete”. Meu irmão seguiu para o salão e eu fui até a piscina. Não cheguei lá de cara, observei oque rolava por trás do muro. Vi vários casais no maior sarro, mas não vi Walisson. Pensei então que o meu irmão haveria se enganado, viu alguém e achou que fosse Walisson. Fui até o salão e não o encontrei, vi meu irmão aos beijos com uma garota no recanto da parede, não atrapalhei. Percebi que Henrique estava sozinho do outro lado, fui até ele e perguntei: - "Eaê" Henrique, tu visses Walisson? A namorada dele tá ligando pra mim dizendo que o celular dele está desligado. -Enrolei.
Henrique já estava ficando bêbado e falou sarcasticamente: - Então meu irmão pega essa “nêga”, que Walisson neste momento tá no apartamento de Perla comendo a “boceta” vermelhinha dela.
Naquele instante sentir meu mundo desabando, não falei com ninguém e fui direto para o meu apartamento, a pé mesmo.
Assim que me distanciei do edifício, pus-me a chorar, foi a madrugada de natal mais infeliz da minha vida. O quê que eu fiz pra ser apunhalado três vezes? Pelo meu amor, amigo e uma paixão que eu achava que seria meu novo e verdadeiro amor.
Sempre fui e sou atencioso, romântico, compreensivo, prestativo, sincero, fiel, carinhoso... Oque me resta ser agora? Já sei! Ser o oposto dessas qualidades é a única maneira de alguém me dar valor.
Walisson foi á cura da traição, mas deixou-me viciado, tornando uma droga de efeito colateral.
Cheguei em casa como um zumbi, entrei no chuveiro com roupa e fiquei uns vinte minutos sentado no chão chorando, lamentando-se por eu ser assim tão idiota e ingênuo. Cair na cama e ás 05h00m acordo com o barulho da campainha.
Levanto-me, espreguiço e a passos lentos caminho em direção à porta. A campainha continua a tocar e eu grito irritado: - Já vai “caralho”, essa “pica” fica acordando o cara.
Eu nem sabia quem era, mas já imaginava. Dito e feito: quando abro a porta, me deparo com meu irmão segurando Walisson completamente bêbado e chorando.
- “Porra” mano, tu fosses embora e nem me avisasse, fiquei preocupado contigo. – Meu irmão falou aturdido.
- Eu não quis te atrapalhar, pois você estava chupando a língua de uma menina. E oque é isso? – Me afastei para que ele entrasse com o traste de Walisson me pedindo perdão.
Walisson tentou me abraçar chorando, e falava coisa com coisa, não entendi absolutamente nada.
- Jackson “caralho” se não fosse eu, ele e a dormi no banco do calçadão. Depois que ele comeu a Perla, ela não quis saber mais dele. – Disse meu irmão sentando Walisson no chão encostado na parede.
Dei uma gargalhada e falei irônico: - E foi? Oh coisa tão boa, ele achava o quê? Que e a amanhecer o dia na cama da patricinha? Do mesmo jeito que os garotos de lá usa as meninas desconhecidas, não poderia ser diferente com os meninos.
- Você vai fazer o quê com o Walisson, vai expulsa-lo? – Meu irmão perguntou.
- Boa ideia, mas eu não tenho coração de pedra, então o deixa aí. Quando ele melhorar desse álcool que o consome, deverá desaparecer da minha frente, chega de ilusão. –Falei sem olhar pra cara dele, porque se não era capaz de eu o matar degolado.
Walisson estava de graça e não tinha forças nem pra levantar os braços. Ele acabou se deitando no chão, ali mesmo perto da porta e pegou no sono. Olhei ligeiramente para o estado dele: sujo e com os cadarços desamarrados. O homem que eu achava perfeito e maravilhoso morreu naquele momento pra mim.
- Eu vou tomar um banho e dormi, mas tarde eu vou pra casa. – Disse meu irmão tirando a camisa.
- Você o trouxe a pé? – Perguntei.
- Não. O Henrique me deu uma carona. E você não sabe da maior, esse bonitinho ficou falando no carro que você não e a o perdoa, que ele foi um covarde e que você não merecia passar por mais uma traição. Aí o Henrique ficou desconfiado e perguntou oque você tinha haver com isso. Eu o enrolei dizendo que Walisson estava sem noção do que falava, e tinha medo que você contasse a namorada dele oque aconteceu. Então o Henrique mudou de assunto e comentamos outros assuntos da festa. – Meu irmão é fera, sabe contorna a situação.
- Vai lá maninho, eu vou ficar aqui na sala assistindo televisão até esse verme acordar. Não vou o deixar tomar banho, vou querer que ele pegue suas “merdas” e desapareça da minha frente pra sempre. – Falei perturbado sentando-me no sofá.
Perdi o sono e estava ansioso pra botar Walisson pra fora. É o cúmulo você ter que acoitar uma pessoa que perdeu sua confiança. Nem fome eu sentir de tanta raiva.
Por volta das 10h00m, a Cinderela acordou com a cara lisa e falou: - Jackson me perdoa, te prometo que isso não se tornará a acontecer, foi uma fraqueza minha, aquela vadia me tentou e por ela ser gostosa demais não suportei.
Dei um pulo rapidamente do sofá, peguei a “pica” da mochila dele, abrir a porta, joguei-a no chão fora do meu apartamento, segurei no braço dele e o puxei pra fora, explodindo de ódio.
- Espera Jackson, por favor, não faz isso comigo, não me trata assim... – Ele se segurou na porta, comecei a chuta-lo e não pensei duas vezes, dei-lhe um soco na fonte e ele desmaiou, batendo a cabeça no chão. Fechei a porta e joguei-me no sofá.
Comecei a chorar, todos esses acontecimentos estão mexendo profundamente com meu instinto emocional, da mesma forma que sofro com a decepção, não meço esforços na oportunidade de me vingar, surge um sentimento negro, frio e sem medo de matar.
Fui à cozinha, peguei uma faca, abrir a porta, Walisson continuava desmaiado no chão. Caminhei em sua direção e quando eu e a me preparar para dá-lhe umas facadas na barriga até que ele morresse, o elevador se abriu e um homem saiu, veio correndo e pulou em cima de mim. Ainda conseguir furar sua coxa esquerda, mas não foi profundo. O homem era mais forte do que eu, empurrou
- Que isso rapaz, tá ficando maluco, você e a assassinar o garoto. – Ela falou em cima de mim segurando os meus braços até que eu me acalmasse. Mas era impossível, eu estava me mordendo de ódio, queria mesmo a todo custo assassinar o Walisson. Sua morte seria a vingança de ele ter me traído, juntamente com David e Talles.
Comecei a gritar, fiquei totalmente descontrolado e louco. O homem me segurava com mais força, e eu tentava me soltar.
- Se você não se acalmar serei obrigado a chamar a polícia. – O homem falou ficando vermelho, pois ele estava cansado de me segurar, minhas forças aumentavam conforme o meu ódio.
Alguns vizinhos saíram pra fora e se assustaram com Walisson desmaiado no chão e a calça minando sangue na área da coxa. Um senhor foi verifica-lo e disse preocupado: - Ele está vivo, mas oque aconteceu que ele está desacordado?
- Esse rapaz e a matar ele Seu Félix. – O homem que me segurava falou.
- Então me solta seu “filho de rapariga” pra eu acabar logo com ele. – Eu disse totalmente fora de mim, eu estava com o diabo no corpo.
- Olhe me respeite seu “cabra safado” se não eu dou-lhe umas lapadas. – O homem falou aborrecido.
- Mas oque está havendo com esse garoto, ele é tão calmo? – Indagou Dona Sônia.
- Não é de sua conta sua “velha rabugenta”, “vó das putas”, “boceta murcha”... – Realmente era o demônio que me controlava, pois Dona Sônia é uma senhora tão bondosa e eu fui capaz de maltratá-la.
O homem que me segurava soltou meu braço direito para dar na minha cara, aí eu obtive mais força do que ele e conseguir me libertar. Dei-lhe um soco nas suas fuças que saiu sangue. Dois vizinhos vieram me segurar, mas não conseguiram e os soquei também, o homem que me segurava deu uma voadora em mim e eu cair no chão. Então quatro homens me seguraram, e eu gritei que e a mata todos, que iria colocar uma bomba no edifício. Quando vi Walisson se mexendo fiquei com mais ódio ainda, eu suava, gritava, não tinha dúvidas, eu estava endemoniado.
- Liga pra polícia Seu Neto. – Disse Seu Félix para outro senhor.
Foi uma loucura, todos do meu andar estavam ali presentes e estupefatos com o meu estado, eles não me reconheceram (nem eu mesmo me reconheci). Walisson se levantou aos poucos, com a ajuda de Dona Cecília e Seu Diogo. Eles seguraram-no pelos braços e entraram no elevador, provavelmente iriam leva-lo para um pronto socorro.
Tatiana, neta de Seu Diogo e Dona Cecília, pegou a mochila de Walisson e os acompanhou.
Eu continuava preso no chão gritando “socorro” e um rapaz que não e a com a minha cara desde que eu fui morar nesse apartamento, aproveitou a ocasião e deu um soco na minha cara, covarde, quero ver se ele tem coragem de fazer isso eu estando solto.
Meia hora depois a polícia chegou, os vizinhos já aumentaram a conversa dizendo que eu estava portando uma arma de fogo. Dois policiais entraram no meu apartamento a procura do denunciado, vasculharam tudo e não encontraram. Meu irmão acordou confuso sem entender oque estava acontecendo. Por fim, me levaram pra delegacia, três vizinhos foram depor contra mim e meu irmão obviamente a favor.
Concluindo, eu fiquei preso na delegacia e só fui solto dia 27 de dezembro, quase que me encaminharam para o presidio, meu pai pagou uma fiança e por ironia do destino, meu cunhado me defendeu. Não vou poder viajar durante um ano e nem ficar na rua depois das 23h00m. E ainda devo assinar todos os meses uma maldita declaração. A última vez que vi Walisson foi quando o levaram para o pronto socorro, fiquei sabendo que o induziram a prestar uma queixa contra mim por tentativa de homicídio e ameaça (nenhum dos moradores sabem sobre mim e o porquê da agressão de Walisson. Eu falei na delegacia que Walisson era o meu amigo, que estava bêbado e perturbando, por isso que bati nele). Dessa forma eu seria encaminhado para o presidio sem direito a fiança. Mas ele não quis. Todos os meus vizinhos se intrigaram de mim, pretendo mudar de apartamento o mais rápido possível. Além de os vizinhos e até o porteiro que era tão gentil comigo me detestarem (com razão), aqui me trará muitas lembranças de David e de Walisson também. Principalmente desse horrível acontecimento.
Não sei como será daqui pra frente, fiquei traumatizado e acho que vou passar anos sem querer ninguém. O ódio me levou a uma situação extrema, a ponto de matar alguém ou mais. Sei que muitas pessoas que lerem essa história vão me julgar; compreendo, cada um tem sua opinião e devemos respeitar. Mas eu queria que alguém se colocasse no meu lugar: imagine você conviver com uma pessoa há oito anos, nunca brigarem e tudo concordam; imagine um amigo de infância que você considera como um irmão; imagine que depois dessas duas pessoas te traírem sem se importa oque vai acontecer com você ou oque irá fazer, você encontra uma pessoa e acha que ela foi o anjo, a cura, mais na realidade machuca e massacra mais ainda o seu coração sabendo tudo oque você passou. Será que você é forte o suficiente pra passar por todas essas emoções em tão pouco tempo?
Dessa vez eu não joguei a camisa e o cinto que Walisson me deu de presente, não vou mentir que sinto saudade dele e que nunca mais o verei. Quando ele falou “não me trata assim” fez uma carinha que deu pena, mas o ódio foi maior.
Agora vou viver assim: sozinho, perdido e às vezes chorando. Realidade inacreditável pra quem passou por tantos momentos felizes.
Bom gente, acho que não tenho mais nada pra falar. Não sou criativo para contar histórias fictícias, por isso não tenho uma conta própria. Meu amigo Fabiano Santos me propôs que eu escrevesse esse fato ocorrido por mim e o enviasse para ele publicar nesse site em sua conta. Em breve ele trará situações acontecidas por outros amigos nossos e por fim, suas próprias histórias tanto reais como fictícias. Fabiano é um cara espetacular, simpático, extrovertido e muito amigo. Pena que ele não mora aqui no Recife e sim em Caruaru, capital do agreste pernambucano. Um beijo meu amigo, suas palavras é uma lição de vida.
Obrigado á todos que sensibilizaram com esse meu drama.
Obrigado aos comentários e aos votos, eu não tenho conta mais acompanho a manifestação dos leitores. Desejo a vocês que sejam muito felizes com seus amores, não cobrem ciúmes, mas fiquem de olho, não sejam um imbecil como eu, que fui traído embaixo do meu nariz.
Aos que ainda não tem um grande amor: paciência, não percam as esperanças, aquilo que você mais espera chegará quando menos você desejar.
“Vento forte que a vida soprou, derrubou o ninho de amor/ hoje eu sou, um cigano que foge da dor/ um oceano sem navegador/ hoje eu sou, um fulano que a sorte marcou/ condenado a ser um sonhador/ hoje eu sou de ninguém.” (Cigano – Alexandre Pires)
Via Blog Gay Apaixonado


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