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Em Toronto ser gay é lindo e cidade quer Panamericano ‘mais LGBT da história’


“Ódio de qualquer tipo não pode ter lugar no século 21.” A declaração do secretário geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, foi bastante clara na véspera da abertura da Olimpíada de Inverno em Sochi, na Rússia, em 2014.

Mas nada surtiu efeito. Atletas, ex-atletas, treinadores, comissões inteiras se rebelavam contra as leis homofóbicas do país de Vladimir Putin. A coisa é tão séria que não são raros os casos de quem deixou a terra gelada para trás para recomeçar tudo num outro continente.

Toronto, no Canadá, é candidata a apagar as recentes marcas contra a diversidade dos eventos esportivos. Nesta sexta-feira (10), é dada a largada para os Jogos Panamericanos que prometem ser um símbolo de tolerância e diversidade. É a terceira vez que os canadenses recebem o evento – as edições anteriores, de 1967 e 1999, ocorreram em Winnipeg.

Os cinco milhões de habitantes da maior cidade do país receberão seis mil atletas de 41 nacionalidades americanas. Serão 16 dias de competições de 36 esportes diferentes.

TORONTO – JUNE 26: Thousands of people line the streets and rooftops of buildings during the 25th Annual Pride Parade on June 26, 2005 in Toronto, Canada. The parade attracts around 800,000 spectators annually, celebrating gay and lesbian diversity. (Photo by Donald Weber/Getty Images)

Os acenos da organização têm sido bastante claros até aqui. “Queremos ter certeza que qualquer um que vai participar dos Jogos Pan-Americanos como atleta, técnico ou espectador saiba que a homofobia não vai ter lugar em nosso ambiente.” A fala é de John Jansen, co-presidente de Volunteer Engagement na Pride House.

Pois, vamos lá. A Pride House foi estabelecida em Church Village e será espécie de pavilhão que servirá de espaço de convivência para quem quiser acompanhar os jogos. Claro, a temática é abraçar, ser convidativo à comunidade LGBT, mas todos são muito bem-vindos. O espaço conta com apoio oficial da organização do Pan — é a primeira vez que isso acontece.

A própria Toronto é bastante conhecida por sua aura gay friendly. Bandeiras da diversidade colorem as ruas, principalmente no bloco formado pelas ruas Gerrard, Yonge, Charles e Jarvis, em Church Village. É por ali que acontece a Semana do Orgulho. Também na vizinhança está o 519 Church Street Community Center, sede não oficial da militância pelos direitos LGBT na cidade.

A man smiles at his fianacee during the Grand Pride Wedding, a mass gay wedding at Casa Loma in Toronto, Canada, on June 26, 2014. The celebration which saw over 100 couples tie the knot was part of the World Pride festival running in the city this week. AFP PHOTO/GEOFF ROBINS (Photo credit should read GEOFF ROBINS/AFP/Getty Images)

Há 20 anos está em vigor a Carta Canadense de Direitos e Liberdades, que protege juridicamente os homossexuais de preconceito ou discriminação. Por tudo isso, não é difícil entender os motivos que colocam a cidade no pódio entre as mais receptivas ao público gay. Mas há entre os países participantes dos jogos quem não pense da mesma forma. Barbados, Jamaica, Trinidad e Tobago ainda criminalizam os homossexuais, por exemplo.

COB quer resultados

O Brasil conta com uma delegação de 600 atletas, a segunda maior participação brasileira em Panamericanos, ficando atrás somente dos 670 atletas que vestiram os uniformes brasileiros na edição do Rio de Janeiro, em 2007. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é bastante claro. A ideia é bater as 141 medalhas conquistadas no Pan de Guadalajara, no México, em 2011.

Toronto servirá como aquecimento para tentar fazer bonito em casa no próximo ano, quando é a vez de o Brasil receber atletas do mundo todo para a Olimpíada do Rio.






 

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